"Para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam, que a mão do SENHOR fez isso, e o Santo de Israel o criou".

Isaías 41.20

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Perdoar Sempre



“Deus amou de tal forma o mundo que lhe deu Seu Filho único para que todo o que N’Ele crer não pereça, mas tenha vida eterna” (Jó 3,16). Nós amamos porque Deus nos amou primeiro (1Jo 4,19). Somos constantemente perdoados por Deus, que nos amou primeiro. E, porque somos perdoados e amados por Deus, devemos também perdoar.


A experiência do Perdão concedido


Novamente, concluímos que seria impossível amar a Deus e ao próximo se Seu amor não tivesse sido derramado em nossos corações, ou seja, se Deus não tivesse nos amado primeiro.
Sustentados no amor de Deus, podemos perdoar aqueles que nos ofenderam, feriram, agrediram e humilharam.
“Se cada um não perdoar seu irmão, o Pai não vos perdoará” (Mt 6,14-15). É claro que não é fácil perdoar; se fosse, não teríamos mérito algum. Por nossas próprias forças não conseguimos perdoar; podemos não desejar o mal ou pensar em vingança contra quem nos ofendeu. Contudo, para conseguir perdoar, além de querer perdoar, necessitamos da graça de Deus e da ajuda do Espírito Santo.
O perdão ao próximo deve ser ilimitado. Jesus ensinou que devemos perdoar sempre e contou uma parábola de um empregado cuja dívida de dez mil talentos fora perdoada pelo patrão. Entretanto, o mesmo empregado não foi capaz de perdoar um de seus companheiros que lhe devia apenas cem denários. Então, o patrão entregou aquele servo mau aos algozes até que pagasse toda a dívida. E, finalizando a parábola, Jesus avisa: “Assim vos tratará Meu Pai Celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração” (Mt 18,22-35).
Perdoar não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, é sinal de muita força, reconhecimento e profunda gratidão pelo sacrifício de Jesus, para que pudéssemos ser perdoados e voltar a Deus. Reforçando esse ensinamento, Paulo escreveu aos Efésios: “Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4,32).
O perdão concedido sob o impulso do Espírito Santo liberta-nos tanto quanto liberta aquele a quem perdoamos. Mas, se agimos por nós mesmo e não pela força de Deus, não conseguimos viver o perdão.
Quantos de nós já fizemos a experiência desagradável de nos conscientizar do pecado, arrepender, confessar, fazer a penitência, mas não encontramos a paz? Aquilo parece que não fica resolvido dentro de nós...
Se voltarmos em nossa história, as lembranças doloridas de uma infância infeliz, os registros negativos, os traumas pelos fatos que nos marcaram no passado provavelmente ainda nos atrapalham no presente. Cito como exemplo um casal que se amava, mas não conseguia ser feliz, porque a mulher carregava uma memória dolorosa da infância em que o pai alcoolista, ao chegar em casa, espancava a esposa e os filhos. Ela acabou assimilando que tudo que vinha dos homens era ruim. Amava o marido, mas estava presa apo passado.
Com freqüência, ouvimos que o tempo cura tudo, mas, na verdade, é o perdão quem cura quando concedido na presença do SENHOR. Ou seja, o perdão cura quando, sob a ação do Espírito Santo, temos coragem de voltar ao passado, trazemos à tona aquele segredo escondido a sete chaves – motivo de nossa vergonha ou repulsa – e pedidos que Deus cure nossa ferida, ajudando-nos a nos libertar para sermos felizes no presente.
(Extraído do Livro “20 Passos para a paz interior”, Pe Reginaldo Manzotti, nov. de 2010, páginas 185, 186 e 187. WWW.padrereginaldomanzotti.org.br)

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